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Diabetes: Quais os sintomas e riscos?

12 novembro 2018

Dia Mundial da Diabetes (14 novembro)

A diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis, com elevada prevalência e incidência crescente. Atinge atualmente cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo e continua a aumentar em todos os países, estimando-se que em 2040 sejam 642 milhões o número de pessoas afetadas pela doença. À nossa escala, Portugal posiciona-se entre os países europeus que registam uma das mais elevadas taxas de prevalência da diabetes, a qual foi estimada em 13,3% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos.

No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Diabetes. O objetivo deste dia é chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática da diabetes.

A diabetes mellitus é uma doença na qual os níveis de açúcar no sangue (glicose) são anormalmente elevados, porque o organismo não produz insulina (hormona que permite a passagem da glicose para o interior das células) suficiente para atender às suas necessidades. Quando a insulina não atua, o organismo entra em hiperglicemia (excesso de açucar no sangue) deteriorando progressivamente os vasos sanguíneos. Por esta razão, as doenças cardiovasculares como a angina de peito, o enfarte agudo do miocárdio e a morte cardíaca súbita são mais frequentes em doentes diabéticos do que na população em geral. É por isso essencial controlar de perto outros fatores de risco como o consumo de tabaco, a hipertensão e o colesterol elevado, de forma a prevenir o efeito multiplicativo dos diversos fatores de risco sobre as artérias dos diabéticos.

A diabetes é detetada quando os níveis de açúcar no sangue ultrapassam os 126mg/dL em duas ou mais medições da glicémia em jejum, ou mais de 200mg/dL numa análise em qualquer momento do dia, acompanhada de sintomas de hiperglicémia.

Os sintomas de níveis elevados de glicose no sangue incluem:

  • aumento da sede
  • aumento da frequência com que se urina
  • aumento da fome
  • secura na boca
  • visão turva
  • sonolência
  • comichão no corpo
  • náuseas
  • diminuição da resistência durante o exercício físico.

Existem dois tipos de diabetes:

A diabetes tipo 1, que ocorre geralmente na infância e na adolescência, deve-se ao facto das células do pâncreas deixarem de produzir insulina e implica o tratamento com insulina para toda a vida.

A diabetes tipo 2, é a forma mais comum da doença e associa-se ao excesso de peso e obesidade. Nesta forma de diabetes o pâncreas é capaz de produzir insulina, no entanto hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis tornam o organismo resistente ao desempenho da insulina. Na maioria dos casos trata-se com uma dieta adequada e exercício físico. No entanto, pode ser necessário a toma de comprimidos (antidiabéticos orais) e em casos mais graves a administração de insulina. As pessoas com diabetes também devem parar de fumar e consumir apenas quantidades pequenas de gorduras e moderadas de álcool.

Não existem exames preventivos de rotina para detetar a diabetes tipo 1, mesmo para pessoas com risco elevado (por exemplo: irmãos e filhos de pessoas com diabetes tipo 1). Contudo, é importante verificar os níveis de glicose regularmente em pessoas com:

  • risco de apresentar diabetes tipo 2
  • pré-diabetes (níveis de glicose no sangue são muito elevados para serem considerados normais, mas não altos o suficiente para serem rotulados como diabetes)
  • excesso de peso ou obesidade
  • um estilo de vida sedentário
  • pressão arterial elevada e/ou um distúrbio lipídico como colesterol elevado
  • doença cardiovascular
  • um histórico familiar de diabetes
  • diabetes durante a gravidez ou tiveram um recém-nascido com mais de 4 quilos
  • doença do ovário poliquístico.

As principais complicações de uma diabetes descontrolada são:

  • doença cardíaca e enfarte
  • diminuição da função dos rins
  • perda de visão
  • disfunção sexual
  • diminuição da sensibilidade das extremidades, nomeadamente dos pés, podendo causar lesões graves
  • problemas dentários.

Como as complicações têm menor probabilidade de se desenvolverem se os diabéticos controlarem rigorosamente os níveis de glicose no sangue, o objetivo do tratamento da diabetes é o de manter os níveis de glicose no sangue o mais próximo possível do normal. Cuidados adequados com os pés e exames oftalmológicos regulares podem ajudar a prevenir ou retardar o início das complicações da doença.

É importante que o diabético conheça e compreenda bem o seu tipo de diabetes, só dessa forma poderá cumprir e melhorar o tratamento. A forma como lida com a sua doença será o principal fator de sucesso no tratamento.

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