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Há um novo guia para as mulheres com cancro da mama metastático

Atualizado a 20 outubro 2020

eu & o cancro da mama metastático

Por ano, em Portugal, são diagnosticados entre 6000 a 7000 novos casos de cancro da mama e destes, 7 a 10% apresentam metastização, segundo Noémia Afonso, médica oncologista do Centro Hospitalar do Porto. Significa isto que, “na altura diagnóstico inicial de cancro da mama já são detetáveis metástases à distância.”. A situação é semelhante à que ocorre na Europa em que se contabilizam “mais de 500.000 novos casos por ano.”

Mais especificamente, pode falar-se em cancro da mama metastático quando há “disseminação de células malignas originárias do cancro inicialmente localizado na mama para locais distantes, como o osso, o fígado, o pulmão, o cérebro”, explica a oncologista.

Por vezes, a presença destas metástases, não causa qualquer sintoma, mas, “frequentemente, associam-se a queixas associadas ao local onde se encontram”, acrescenta. “A título de exemplo, metástases ósseas podem cursar com dor, metástases pulmonares com falta de ar, metástases cerebrais com dores de cabeça.”

Novo Guia

“EU & O CANCRO DA MAMA METASTÁTICO”, é uma iniciativa que pretende ajudar as mulheres com cancro da mama metastático a compreender a sua doença. "Acreditamos que esta informação irá ajudá-la a compreender a sua doença, a decidir quais podem ser os seus próximos passos e o que pode ser melhor para si - porque cada dia é precioso", pode ler-se na mensagem que os responsáveis do guia deixaram ao seu público alvo. Toda a informação está disponível em https://www.eueocancrodamama.pt/ e os interessados podem, também, pedir o envio grátis do guia em papel através de info@evitacancro.org ou de contacto telefónico (935049027).

"Este guia é o resultado de várias reuniões internacionais organizadas pela Pfizer com dezenas de doentes e representantes onde a nossa associação EVITA também participou. Fizemos um brainstorming para identificar todas as necessidades destas mulheres que depois compilamos as respostas nesse primeiro guia especialmente para doentes com cancro da mama metastático", explica Tamara Milagre, presidente da Evita.

A adaptação portuguesa com a Pfizer Portugal foi elaborada com o apoio de Luzia Travado, psicóloga clínica, especializada em Psico-Oncologia do Centro Clínico Champalimaud, Susana Pedro, enfermeira da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, em colaboração com as associações Evita, Viva a Vida, Amigas do Peito, Associação de Mulheres com Patologia Mamária, Mama Help, Careca Power, Partilhas e Cuidados e Viva Mulher Viva.

Sendo um tema doloroso, não há muita informação nem apoio lá fora para essas mulheres. "Sentem-se perdidas e esquecidas, todavia, são mães, filhas, irmãs e namoradas de alguém que as ama. A comunicação e a convivência com os familiares e amigos são questões complexas nessa nova realidade", esclarece Tamara Milagre. O guia tem, inclusivamente, um capítulo dedicado às emoções e outro aos relacionamentos, indo muito além da habitual informação técnica.

A presidente da Evita deixa, ainda, uma última nota: "Este guia não é só para doentes, também é para os profissionais que querem entender melhor as necessidades reais das suas doentes com cancro da mama metastático".

Mais jovens em maior risco

“Qualquer doente com diagnóstico de cancro da mama pode vir a apresentar recorrência da doença e metastização à distância. No entanto o risco varia em função da extensão da doença ao diagnóstico – dimensão do tumor e envolvimento de gânglios linfáticos próximos, especificamente axilares – e características biológicas das células tumorais”, esclarece Noémia Afonso.

O risco não está tão dependente da idade, mas das características da doença. “No entanto, reconhece-se que as doentes mais jovens apresentam com maior frequência cancros da mama mais agressivos e, portanto, associados a maior risco de recorrência ou até de metastização ao diagnóstico” alerta. “Por outro lado, uma vez que a recorrência do cancro da mama pode ocorrer muitos anos após o diagnóstico, são também as mulheres mais jovens em que a esperança de vida é muito longa, que estão em maior risco.”

A deteção de cancros da mama avançados está também associada aos meios sociais mais desfavorecidos ou com menos acesso a cuidados de saúde. “Também a falta de acesso a um tratamento adequado na fase inicial aumenta também o risco de recorrência ou metastização no futuro”, avisa a oncologista.

Diagnóstico precoce e tratamento

No tratamento, que “deve ter por base controlar sintomas e preservar a qualidade de vida, e, paralelamente, contribuir para um prolongamento da sobrevivência”, podem ser utilizados vários tipos de terapêutica, incluindo tratamentos locais, como a cirurgia e a radioterapia.

No entanto, geralmente é necessário recorrer a tratamentos sistémicos e a quimioterapia, administrada por via endovenosa ou oral, é frequentemente usada. As opções de tratamento dependem, contudo, do tipo e extensão da metastização e de especificidades das células.

Essencial é o “diagnóstico precoce, em fases mais iniciais do cancro da mama e associadas a menor risco de metastização no futuro”, sublinha Noémia Afonso, chamando a atenção para a importância dos “programas de rastreio e o recurso atempado a ajuda médica em caso de sintomas sugestivos de cancro da mama”, considerando também “indispensável o acesso a unidades de saúde multidisciplinares com experiência em tratamento do cancro da mama.”

O doente deverá tentar manter a atividade familiar, social e, se possível, profissional, bem como a atividade física ou algum hobbie, o que contribuirá para o seu bem-estar psíquico, recomenda a oncologista.

Além do apoio médico, estas doentes necessitam, com frequência, de “apoio social pelo impacto na sua vida profissional e familiar e apoio psicológico, por enfrentarem uma situação de doença e de tratamentos prolongados no tempo”, nota. “Dependendo do perfil da doente, podem necessitar de apoio espiritual” e, em certas fases, de cuidados paliativos para controlo de sintomas, melhoria de qualidade de vida e para integração no tratamento.”

Tenho Cancro. E depois? é um projeto editorial da SIC Notícias com o apoio da Médis.

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