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Grata e confiante, dez anos depois de um cancro da mama

Atualizado a 25 setembro 2019

a confiança e o otimismo fazem parte da sua natureza

Passados dez anos, Lurdes Franco Gomes, de 58 anos, não se recorda do dia exato em que soube que tinha um cancro de mama. “Só me lembro de que fiquei assustada, sim. Mas muito menos do que o resto da minha família”, quatro filhos, marido e cinco irmãs, além dos pais, só para falar da família mais próxima. “Encararam a notícia com o dramatismo que eu nunca senti”, conta. Não por heroísmo, mas porque a confiança e o otimismo fazem parte da sua natureza, como bem sabem aqueles que a conhecem.

Acreditar que tudo se ia resolver bem foi certamente um contributo importante para, dez anos passados, já nem se recordar bem de muitos pormenores do processo da sua doença.

Uma infeção na cicatriz de uma mastite, levou-a ao médico que detetou alterações. A mamografia confirmou as suspeitas: cancro da mama.

Era preciso fazer uma cirurgia e, a seguir, quimioterapia. O tratamento prolongou-se durante seis meses. O cabelo e as sobrancelhas caíram-lhe e teve de usar uma peruca. Seguiram-se várias sessões de radioterapia. “Mas tudo correu muito melhor do que estava à espera”, diz, fazendo os melhores elogios à equipa do Hospital dos Capuchos que a tratou.

Durante o período do tratamento, Lurdes Gomes nunca interrompeu o seu trabalho de ama. A naturalidade com que aceitava a doença, transmitiam consequente tranquilidade aos que com ela conviviam de perto.

“Fazia a quimioterapia no final do dia, deitava-me e, de manhã, sentia-me bem para ir trabalhar”, recorda, sublinhando que as crianças que a rodeavam e de quem tinha de tratar lhe davam “muita força para se distrair do problema.”

A todos os que recebem um diagnóstico de cancro, Lurdes Gomes diz que “o que é preciso é pensar de forma positiva.” Porque “tudo se passa se tivermos força.”

O facto de não apresentar sinais da doença há uma década, não a despreocupa totalmente. Por vezes, pensa que “o cancro pode voltar noutro sítio”. Mas para ela, católica praticante, a fé é também determinante para lhe dar coragem e força para aceitar a situação.

“Durante dois anos, estive mais deitada abaixo mas sinto-me grata por terem sido apenas dois anos”, diz, sorridente enquanto vigia as brincadeiras de duas das crianças que estão a seu cargo.

Tenho Cancro. E depois? é um projeto editorial da SIC Notícias com o apoio da Médis.

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