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"Em Portugal não há défice de acesso à tecnologia nem aos medicamentos"

Atualizado a 19 setembro 2019

Projetos Expresso

Depois de o Colégio de Oncologia ter enviado, na semana passada, uma carta à Ordem dos Médicos na qual denunciou que o Infarmed está a recusar medicamentos inovadores capazes de melhorar a evolução de cancros da mama, pulmão, próstata ou melanoma porque os peritos do Infarmed entendem que na fase inicial da doença não há “risco imediato de vida”, o secretário de Estado da Saúde diz que “em Portugal não há défice de acesso à tecnologia nem aos medicamentos” e refere que o maior problema no país está na organização e não no acesso aos medicamentos ou outro tipo de cuidados de saúde oncológicos. Francisco Ramos considera, porém, que uma das questões a ser trabalhada é a “transparência" nas decisões. “Nesta complexidade temos que ser transparentes a todos os níveis: transparentes nas características da inovação e na informação de preços, uma vez que os preços dos novos medicamentos são muito altos”.

Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico da Fundação Champalimaud, foi uma das oradoras a mostrar-se contra a afirmação do Secretário de Estado da Saúde. Para a médica oncologista “o acesso aos cuidados de saúde em oncologia não é satisfatório, é desigual.” Diz ainda que “devemos trabalhar na existência de mais e melhores centros de referência em Portugal, onde as equipas multidisciplinares possam atuar de forma mais eficaz e mais economicamente sustentável.” A opinião é partilhada por Luís Costa, diretor do Serviço de Oncologia do Hospital Santa Maria, assumindo que “não se faz oncologia sem multidisciplinaridade.”

Para José Dinis, diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, uma das prioridades deve ser a uniformização dos rastreios em território nacional. “Se os cancros forem detectados a tempo poupa-se dinheiro às pessoas e ao Estado. Não basta implementarmos os rastreios, temos que convencer a população a ir. É por isso que devemos fazer uma campanha a nível nacional.” A questão da literacia para a saúde foi apontada, por vários oradores, como prioritária e indispensável para evitar diagnósticos tardios.

O evento contou com a presença de membros dos três institutos portugueses de oncologia: João Oliveira, presidente do IPO de Lisboa, Margarida Ornelas, Presidente do IPO de Coimbra e Fernanda Soares, em representação de Rui Henrique, líder do IPO do Porto. Todos concordaram que deve haver mais sinergia entre as três instituições. “Estamos, neste momento, a trabalhar numa plataforma para que os Institutos portugueses de oncologia consigam definir estratégias em conjunto e melhorar a realidade no país”, confessou Fernanda Soares, enfermeira diretora no IPO do Porto.

No debate, moderado pelo diretor de Informação da SIC, Ricardo Costa, estiveram também presentes Paulo Cortes (presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia), Vítor Rodrigues (presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro), Isabel Galriça Neto (médica de cuidados paliativos no Hospital da Luz e deputada no grupo parlamentar do CDS-PP), Teresa Bartolomeu (diretora de marketing da Médis), Rosário André (diretora médica da Novartis), Vítor Neves (presidente da Europacolon Portugal) e Tamara Milagre (presidente da Associação Evita).

Tenho Cancro. E depois? é um projeto editorial da SIC Notícias com o apoio da Médis.

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