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Diz que disse da Saúde: Cancro da mama, o rastreio

Atualizado a 08 julho 2020

Embora não seja dos cancros associados a maior mortalidade, o cancro da mama apresenta uma elevada incidência na mulher. É, por isso, importante esclarecer os muitos mitos e dúvidas que existem em torno do rastreio desta doença.

O autoexame é eficaz no rastreio de cancro da mama.
Falso. Nos últimos anos, surgiram novas recomendações em relação à autopalpação mamária. A Organização Mundial de Saúde defende que não há evidência de que o autoexame seja eficaz na deteção da doença. A autopalpação é recomendada não para o diagnóstico precoce do cancro, mas para alertar para a necessidade de conhecer a mama e as alterações ao longo do ciclo fisiológico mensal e da vida. E em caso de alterações de novo, deve ser realizada uma avaliação pelo médico assistente.

A biópsia é um método adequado ao rastreio precoce de cancro da mama.
Falso. A necessidade de realizar biópsia surge habitualmente na sequência dos resultados da mamografia e da ecografia mamária que levantam a hipótese de haver alterações suspeitas de cancro, independentemente de o doente apresentar sintomas/sinais mamários. A biópsia mamária é o único exame que permite obter um diagnóstico definitivo de cancro da mama. Consiste num exame em que, através de uma agulha, são recolhidas pequenas amostras de tecido para serem analisadas.

O cancro da mama só afeta as mulheres.
Falso. Em Portugal, cerca de 1% dos casos de cancro da mama são no homem. Surgem quase sempre numa idade tardia, por volta dos 60-70 anos. Como a doença é mais comum nas mulheres, elas estão mais atentas aos seus sinais de alerta do que os homens. Por outro lado, como o cancro da mama é tão raro no homem, não é habitual fazerem-se rastreios como mamografias ou outros exames. Apesar disso, como os homens têm pouco tecido mamário, é mais fácil observarem alterações na mama e, se for esse o caso, devem procurar um profissional de saúde o mais rapidamente possível.

A mamografia é a melhor forma de descobrir o cancro em fase precoce.
Esta é principal “ferramenta” de que os médicos dispõem para diagnosticar o cancro da mama em fase precoce. No entanto, deve-se ter em conta que a mamografia pode não detetar alguns cancros que estejam já presentes (“falsos negativos”) ou pode detetar algo que, mais tarde, venha a verificar-se que não é cancro (“falsos positivos”). A partir dos 50 anos, é recomendada às mulheres assintomáticas a mamografia de rastreio a cada dois anos.

A ecografia é um excelente exame complementar à mamografia.
A ecografia mamária é utilizada como exame complementar à mamografia, aumentando a capacidade de deteção de lesões suspeitas, principalmente em mulheres mais jovens, entre 20 e 45 anos, em que existe maior densidade do tecido mamário. Apresenta a vantagem de não emitir radiação. A ecografia utiliza ultrassons que permitem, por exemplo, determinar a densidade de um nódulo (cheio de líquido será um quisto; se for sólido poderá ou não ser cancerígeno).

O rastreio por ressonância magnética está indicado em mulheres com risco elevado de cancro da mama.
Geralmente, a ressonância mamária é reservada como avaliação adicional da mamografia e da ecografia mamária, nos casos em que existe dúvida nestes exames convencionais ou em situações de cancro da mama já diagnosticado, para ajudar a definir o plano de tratamento cirúrgico. Consiste num exame com a utilização de um contraste que é injetado nas veias e circula no sangue.

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