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Cancro da mama: "Pandemia compromete a continuidade dos cuidados de saúde"

Atualizado a 29 abril 2020

novas realidades e desafios

Os doentes oncológicos vivem, atualmente, momentos de grande ansiedade. Consultas, tratamentos, exames e cirurgias foram adiados num cenário que, mesmo antes da pandemia, já não era o ideal, com alguns tempos de espera a excederem o desejável.

Hoje, os doentes com cancro lutam contra a doença, ao mesmo tempo que tentam controlar o medo e o stress acrescidos que a COVID-19 trouxe às suas vidas. Do mesmo lado da barricada, mas na linha da frente, os especialistas tentam encontrar um equilíbrio, difícil de gerir, entre a não contaminação dos seus doentes - e de si próprios - pelo novo coronavírus e a garantia de uma continuidade, com qualidade, do funcionamento dos cuidados de saúde em oncologia.

Nesse sentido, no âmbito da "Transforming Breast Cancer Together", uma iniciativa na qual colaboram várias instituições internacionais - como a ABC Global Alliance, da qual Fátima Cardoso é presidente - e que tem como objetivo melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do cancro da mama na Europa, foi emitida uma declaração, onde se demonstram as preocupações recentes e na qual se enumera um conjunto de novas realidades e desafios:

  • recursos reduzidos para cuidar de pacientes com cancro de mama
  • atrasos na triagem e diagnóstico
  • atrasos no tratamento do cancro de mama
  • a descontinuação de ensaios clínicos
  • angústia emocional causada pela incerteza do tratamento e acompanhamento
  • angústia emocional causada pelo medo da COVID-19
  • angústia emocional para sobreviventes de cancro.

"O nosso objetivo é lançar luz sobre a nova realidade trazida pelo surto de COVID-19 no seio dos pacientes com cancro e, para isso, solicitamos a todas as autoridades, tanto a nível da UE quanto nacional, que tomem as medidas necessárias para combater estes desafios e garantir o nível mínimo possível de interrupção no tratamento e na vida de todos os pacientes que estão a sofrer por se encontrarem em condições difíceis, como é o caso de um diagnóstico de cancro de mama", é explicado na declaração.

"A pandemia é uma ameaça direta à vida dos europeus, comprometendo a continuidade e qualidade dos cuidados de saúde", refere Fátima Cardoso, em nome da "Transforming Breast Cancer Together".

Todas as organizações que fazem parte da iniciativa "Transforming Breast Cancer Together" estão comprometidas em trabalhar juntas para enfrentar os desafios que as pacientes com cancro de mama enfrentam durante o surto e para garantir a máxima qualidade contínua de cuidados ao longo do caminho do cancro.

De recordar que os especialistas têm publicado recomendações sobre como priorizar e tratar pacientes com cancro de mama durante a pandemia de COVID-19. "Essas recomendações representam o melhor conhecimento atual sobre como manter a mais alta qualidade possível de atendimento enquanto enfrentamos estes tempos sem precedentes", pode lêr-se nas considerações finais do documento.

Mais informação

Ligações que visam fornecer aos pacientes, profissionais de saúde e formuladores de políticas, diretrizes e informações sobre como lidar com o stress e lutar contra a interrupção dos cuidados:

Tenho Cancro. E depois? é um projeto editorial da SIC Notícias com o apoio da Médis.

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