
Cancro da bexiga: vigilância ativa com teste urinário inovador
O cancro da bexiga é um dos tumores urológicos mais frequentes em Portugal, especialmente em homens com mais de 60 anos e com histórico de tabagismo. Trata-se de um cancro com elevada taxa de recorrência, obrigando a uma vigilância ativa contínua para detetar precocemente o reaparecimento de tumores.
Geralmente, a monitorização deste tipo de cancro é feita por meio de uma cistoscopia ou citologia urinária: métodos eficazes, mas invasivos.
Foi precisamente para oferecer uma alternativa menos intrusiva que surgiu uma inovadora solução portuguesa, capaz de monitorizar o cancro da bexiga através da análise da urina.
Teste de monitorização do cancro da bexiga
Uma equipa de investigadores do Ipatimup e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) desenvolveu o Uromonitor, um teste capaz de detetar mutações genéticas na urina associadas ao cancro da bexiga.
Segundo Rui Batista, investigador e responsável técnico do projeto:
“Este método baseia-se num ensaio ultrassensível que deteta na urina quantidades vestigiais de mutações genéticas associadas às fases iniciais do cancro da bexiga.”
Este avanço representa uma nova forma de vigilância ativa, menos invasiva, mais cómoda e com excelente acuidade diagnóstica, especialmente útil nos tumores em estadios iniciais, onde a citologia urinária apresenta limitações.
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